2008

dança em foco – Entre Imagem e Movimento

Autores: Andréa Bardawil (Brasil), Christiana Galanopoulou (Grécia), Cristiane Wosniak (Brasil), Luis Cerveró (Espanha), Robert Wechsler (EUA/Alemanha) e relação de sites do mundo todo para referência e pesquisa.

O dança em foco nasceu, em 2003, como um projeto de desenvolvimento da interface entre a dança e o vídeo: desde então, estabeleceu-se menos como um evento do que como uma plataforma para difusão, formação e produção das diferentes possibilidades de associação entre o corpo, o movimento e a imagem.

Construído em torno de diversas estratégias – mostras de vídeo, oficinas, palestras, minicursos, mesas-redondas, publicações, exposições, criações, residências e performances – o dança em foco, Festival Internacional de Vídeo & Dança, emergiu no cenário brasileiro como um projeto pioneiro: ocupado, desde sua criação, com as zonas de fronteira, os entre- lugares e as convergências indefiníveis que atravessam a arte de hoje, ele se vincula às diversas possibilidades estéticas que surgem do encontro das novas tecnologias (sobretudo da imagem) com a dança contemporânea.

Desse modo, ainda que habitável pelas diversas formas de composição entre a dança e as imagens virtuais – já o freqüentaram, em edições prévias, desde registros e documentários de dança às instalações coreográficas –, o dança em foco se tornou o lugar por excelência para a videodança.

De fato, a Mostra Internacional de Videodança (MIV) é hoje uma das mais importantes plataformas de exibição do mundo, reunindo obras das mais diversas estéticas e geografias. Consolidando-se como uma extraordinária ocasião para a difusão da produção coreográfica contemporânea, a MIV se inaugura no Rio de Janeiro e prolonga-se num duplo movimento: por diversos festivais e mostras nacionais, expondo uma programação internacional de norte a sul do país (ao final de 2008, programações terão circulado por Belém, Maceió, Manaus, Recife, Salvador, Santa Catarina, São Paulo e Teresina); e por festivais de videodança pelo mundo – com os quais o festival intercambia programações -, através de sua seleção on tour, que reúne obras brasileiras e latino-americanas (a MIV tem parceiros na Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chile, Cuba, Espanha, França, Holanda, México, Paraguai, Portugal, Sérvia, Suécia, Uruguai e Turquia).

A videodança é também o tema privilegiado da presente publicação. A diversidade com que essa produção feita de corpo, imagem e movimento é nomeada nos informa sobre a diversidade de poéticas possíveis. Dimensões coreográficas se insinuam ou se afirmam ora naquilo que a câmera registra, ora no modo com que a câmera registra, ora na edição que reúne o que é registrado: a expressão videodança – por vezes grafada vídeo-dança, conforme o autor – cobre apenas parcialmente tudo aquilo que está implicado nesta interface.

Há diversidade também nos recortes e perspectivas daqueles pesquisadores que têm se dedicado a abordar as criações desse entre-lugar: os cinco ensaios deste livro (multiplicados por três línguas e pelos muitos países que as adotam) trazem enfoques distintos – ora artísticos, ora curatoriais, semióticos, históricos ou tecnológicos – sobre o corpo em movimento na cena e na tela.

Aproveitamos para deixar impresso aqui nosso agradecimento aos parceiros nacionais e internacionais que se associam ao dança em foco para sua realização este ano: Cinemathèque de l’Ambassade de France (França); Dance Sweden (Suécia); Media.net (Canadá); Direcção das Artes, Instituto Camões e Fábrica de Movimentos (Portugal); Reeldance (Austrália); Centro Cultural da Espanha em São Paulo, Instituto Cervantes Rio de Janeiro, Institut Ramon LLuLL, Generalitat de Catalunya, Gobierno de España, , (Espanha); Goethe Institut (Alemanha); Centro Cultural de São Paulo; Caixa Cultural; Fundação Cultural do Estado da Bahia (Salvador); Laboratório Contemporâneo (Manaus); Fundação Monsenhor Chaves e Teatro Municipal João Paulo II/Centro de Criação do Dirceu (Teresina); Instituto de Artes do Pará – IAP (Belém).

Agradecemos ao apoio sempre renovado do SESC Rio de Janeiro, que – através do importante Espaço SESC – fez nascer e viu crescer o projeto ao longo desses seis anos. Agradecemos também ao nosso mais novo apoiador, a CEF, instituição que permitirá ao dança em foco estender suas ações a quatro capitais do norte e nordeste, levando a elas, de maneira pioneira, conteúdos de formação e informação sobre a videodança.

Finalmente – e sobretudo -, agradecemos a Oi Futuro, principal realizador do evento e que se consolida como o espaço, por excelência, daqueles que como nós, estão voltados para os encontros que a arte e a tecnologia realizam nos nossos dias.

Paulo CALDAS, Leonel BRUM, Eduardo BONITO e Regina LEVY

 

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